Texto de Divaldo Franco sobre as manifestações estudantis pelo BRASIL

divaldo

“Quando as injustiças sociais atingem o clímax e a indiferença dos governantes pelo povo que estorcega nas amarras das necessidades diárias, sob o açodar dos conflitos íntimos e do sofrimento que se generaliza, nas culturas democráticas, as massas correm às ruas e às praças das cidades para apresentar o seu clamor, para exigir respeito, para que sejam cumpridas as promessas eleitoreiras que lhe foram feitas…

Já não é mais possível amordaçar as pessoas, oprimindo-as e ameaçando-as com os instrumentos da agressividade policial e da indiferença pelas suas dores.

O ser humano da atualidade encontra-se inquieto em toda parte, recorrendo ao direito de ser respeitado e de ter ensejo de viver com o mínimo de dignidade.

Não há mais lugar na cultura moderna, para o absurdo de governos arbitrários, nem da aplicação dos recursos que são arrancados do povo para extravagâncias disfarçadas de necessárias, enquanto a educação, a saúde, o trabalho são escassos ou colocados em plano inferior.

A utilização de estatísticas falsas, adaptadas aos interesses dos administradores, não consegue aplacar a fome, iluminar a ignorância, auxiliar na libertação das doenças, ampliar o leque de trabalho digno em vez do assistencialismo que mascara os sofrimentos e abre espaço para o clamor que hoje explode no País e em diversas cidades do mundo.

É lamentável, porém, que pessoas inescrupulosas, arruaceiras, que vivem a soldo da anarquia e do desrespeito, aproveitem-se desses nobres movimentos e os transformem em festival de destruição.

Que, para esses inconsequentes, sejam aplicadas as corrigendas previstas pelas leis, mas que se preservem os direitos do cidadão para reclamar justiça e apoio nas suas reivindicações.

O povo, quando clama em sofrimento, não silencia sua voz, senão quando atendidas as suas justas reivindicações. Nesse sentido, cabe aos jovens, os cidadãos do futuro, a iniciativa de invectivar contra as infames condutas… porém, em ordem e em paz.”

Divaldo Pereira Franco, educador, médium e palestrante espírita*

Publicado no Jornal A Tarde, de de 20 de junho de 2013 [Recebido pelo Facebook]
* Divaldo Franco escreve às quintas-feiras, quinzenalmente.
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Uma resposta em “Texto de Divaldo Franco sobre as manifestações estudantis pelo BRASIL

  1. Bravo, povo brasileiro, por recomeçar! Estava muito demorando, demorando demais. Sentia que nem ia acontecer mais. Graças! Veio o que imaginei que está tão insuportável apenas nas minhas colocações por aqui sem nenhuma resposta. Pensei que o povo nem mais se importava com isso. Que venha, e agora sempre e para sempre para que a vida possa ser melhor. Não há governo. Mas para que governo? Governo é o governo de cada um para o governo de todos. Tenho várias vontades nesse sentido em anotações de anos… Prontas para voar e nos fazer melhores. Podemos. Só podemos! Brasil, povo, contem comigo. Sou dessa raça.

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