O novo mundo em construção

A notícia vem do solo espanhol. No dia 28 de julho de 2010, o Parlamento catalão aprovou decreto de proteção aos animais. Nele está inserido o fim das touradas, naquela próspera região do nordeste da Espanha.

O decreto entrará em vigor a partir de janeiro de 2012. Mas é uma importante vitória para os defensores dos animais. Para todos os que amamos a vida e a respeitamos, em todas as suas expressões.

A Catalunha é a segunda região espanhola a proibir as touradas. Nas Ilhas Canárias a proibição existe desde 1991.

Medidas como esta fazem parte de um movimento que vem crescendo no mundo, no sentido de evitar maus tratos aos animais.

Outra medida que vai, aos poucos, também se estabelecendo é a que diz respeito ao abate dos animais.

Em abatedouros sérios, certificados, já se emprega o chamado abate humanizado. Por meio de novas tecnologias, busca-se evitar o sofrimento e a angústia do animal, desde o transporte até a hora do abate.

Isso tem a ver com tratados internacionais sobre os direitos dos animais, como a declaração dos direitos dos animais, da UNESCO, datado de 1978.

Tudo isso nos diz que o mundo, embora de forma lenta, vai se tornando melhor. Não devemos esperar que tudo se transforme, de forma brusca.

A natureza não dá saltos. Os habitantes deste bendito planeta ainda temos muito a aprender, a burilar. Mas estamos mostrando que estamos no rumo.

As iniciativas parecem isoladas. Ora aqui, ora ali. Mas, nos asseguram que o homem está se sensibilizando a cada dia e importando-se não somente consigo, mas com tudo que lhe compõe o santuário planetário.

De há muito os Espíritos nos convidam ao cuidado com nossos irmãos, os animais.

São eles que nos convidam a que nos abstenhamos de perseguir ou aprisionar, maltratar ou sacrificar animais domésticos ou selvagens, aves e peixes, a título de recreação, em excursões periódicas aos campos, lagos e rios, ou em competições obstinadas e sanguinolentas do desportismo.

Alguns divertimentos são verdadeiros delitos sob disfarces.

Compete-nos, pois, nos esquivemos de qualquer tirania sobre a vida animal, seja em nome de caprichos alimentares ou pesquisas laboratoriais com requintes condenáveis.

Restrinjamo-nos às necessidades naturais da vida e aos dispositivos justos do bem, lembrando que o uso edifica, enquanto o abuso destrói.

E se os animais estão na Terra para auxiliar o homem, em muitas das suas tarefas, devemos nos opor ao trabalho excessivo tanto quanto lembrar de lhes administrar a assistência devida em suas necessidades físicas.

Não lhes deve faltar o alimento adequado, a água limpa e fresca, o abrigo ao sol, à chuva, ao frio, à noite.

Quando enfermos, nos merecem os recursos terapêuticos e descanso na velhice que lhes chegue.

Mas, um alerta se faz importante: no contato com os animais a que devotemos afeição, governemos os impulsos de proteção e carinho, a fim de não cairmos em excessos, a pretexto de amá-los.

Toda paixão cega a alma e todas as nossas ações devem ser feitas sob a égide do amor, a fim de que não venhamos a cair em desequilíbrios perniciosos.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no artigo Respeito aos animais, do Boletim SEI, nº 2186, do Conselho Espírita Internacional, de 15.08.2010 e no cap. 33, do livro Conduta espírita, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Waldo Vieira, ed. Feb.
Em 05.02.2011.

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