Divulgação no Facebook

http://m.me/divulgacao1234

Anúncios

De felicidade e de milionários

Dinheiro não traz felicidade, diz o provérbio popular. E os ambiciosos imediatamente completam:Não traz felicidade mas ajuda um bocado.
Será mesmo? Vamos ouvir uma pequena história sobre isso.
Marcelo vivia sonhando com a fortuna. Todas as semanas separava o dinheiro e passava na lotérica para fazer um jogo.
À noite, no barraco pobre, fazia planos para quando se tornasse milionário.
Ah – pensava ele – serei um dos felizes da Terra. Imaginava mansões, carros, roupas elegantes, amigos risonhos. Enfim, uma vida de conforto e alegria.
Pela manhã, encaminhava-se para o trabalho, com o bilhete no bolso da calça surrada. O coração palpitava e as mãos tremiam levemente, antes de checar o resultado.
Negativo! Conferia mais duas ou três vezes e, enfim, descartava o papel, desconsolado. E, nessa hora, sempre lembrava de Anette.
Amava Anette há muito tempo. A moça gostava dele, mas não queria se casar com um pobretão.
Os dias passaram. Numa tarde calorenta, um carro caríssimo estacionou diante da casa de Anette.
Um homem elegante desceu. Dirigiu-se à moça e entregou-lhe um pequeno pacote. Ela abriu. A joia a deixou sem fala.
Olhou para o homem. Era Marcelo. Havia acertado os números da loteria. Estava rico.
Casaram-se. E foram felizes nos primeiros tempos.
Décadas depois, Marcelo trazia a alma em frangalhos. Anette tornara-se gastadora, fútil. Nada detinha sua ânsia por perfumes, festas, roupas, bolsas, viagens, sapatos.
Os filhos criaram-se educados por babás e professores. Agora adolescentes, passavam noites em boates, consumindo bebidas e drogas, rodeados de amigos irresponsáveis.
Mimados, não respeitavam ninguém, zombavam de tudo, riam-se das coisas sagradas.
A casa tinha cercas elétricas, alarmes, câmeras, cães ferozes e vigias. Os carros eram blindados. Quanta solidão!
Os dias se passavam frios, sem objetivos nobres. Não. Definitivamente, Marcelo não era feliz. Observava a esposa e os filhos desfrutando a riqueza, mas levando uma vida vazia.
A história de Marcelo é mais comum do que se imagina. Quantas vezes colocamos a razão de nossa felicidade em valores como dinheiro e bens materiais!
O dinheiro é bom quando bem utilizado, quando direcionado para coisas úteis, para o bem ou para a solidariedade.
Do contrário, ele apenas serve para uma vida repleta de prazeres, mas sem qualquer significado mais profundo.
Observe o que nos revela a vida dos milionários. Será apenas o que aparece nas revistas de celebridades? Será uma existência feita apenas de alegrias? Certamente que não.
Um olhar mais atento ao noticiário desvela a dor que visita os ricos. A morte também chega para eles e para seus parentes…
Divórcios, escândalos, abandonos, miséria moral, depressão e infelicidade estão presentes em toda parte.
Isso sem falar nos que vivem aprisionados em suas casas, reféns do dinheiro, com medo de assaltos.
Será isso uma vida boa? Vale a pena trocar a tranquilidade de uma vida simples pelo conforto que custa a paz íntima?
E o que dizer dos que perderam a própria vida por causa de dinheiro? Os que foram mortos pelos próprios filhos ou parceiros por causa de heranças? Ou os que foram enganados pelos amigos em quem confiavam?
Será esse o nosso ideal de vida? Valerá a pena?
Certamente que não.
Não há riqueza que possa pagar por sentimentos reais, pelas pequenas alegrias da família.
Não. A felicidade, definitivamente, não está no dinheiro. Ela está, gloriosa, na consciência tranquila, nos pequenos prazeres que são fruto do amor, numa vida feita de trabalho e de sonhos. Pense nisso.
Redação do Momento Espírita.
Em 4.6.2014.

O farol

Em meio ao mar, surge a construção de pedras, solene. É um farol, destinado a orientar o rumo dos viajores, nas noites escuras.
Quem quer que viaje em alto mar se sente seguro quando, em meio à escuridão, vê surgir o farol.
Ele está lá para servir, para advertir, para salvar.
A sua luz se projeta a distâncias enormes e, espancando a escuridão,  permite que os que navegam possam perceber a proximidade dos recifes, os perigos imersos na noite.
O mar investe contra ele, noite e dia. Lança sobre ele as suas ondas, com furor. Vagas enormes lambem as pedras que se erguem, majestosas.
No fluxo e refluxo das ondas, o farol continua a iluminar, imperturbável.
Seu objetivo é servir. Noite após noite, ele estende a sua luz. Não se incomoda com os continuados e perigosos golpes que o mar lhe desfere.
Se, em algumas noites, ninguém se aproxima, desejando a sua orientação, também não se perturba.
Solitário, ele lança sua luminosidade, sem se preocupar com o isolamento.
Ele continua a postos para qualquer eventualidade, quando a necessidade surja, quando alguém precise dele.
*   *   *
No mar das experiências em que nos encontramos, aprendamos a trabalhar e cooperar, sem desânimo.
Permaneçamos sempre a postos, prontos a estender as mãos a quem necessite. Poderá ser um amigo, um irmão ou simplesmente alguém a quem nunca vimos.
Com certeza não solucionaremos todos os problemas do mundo. No entanto, podemos contribuir para que isso aconteça.
Se não podemos impedir a guerra, temos recursos para evitar as discussões perturbadoras que nos alcançam.
Se não conseguimos alimentar a multidão esfaimada, podemos oferecer o pão generoso para alguém.
Se não dispomos de saúde para doar aos enfermos, podemos socorrer alguém que sofre dores, oferecendo a medicação devida. Talvez possamos ser o intermediário entre o doente e o hospital, facilitando-lhe o internamento.
Se não podemos resolver a questão do analfabetismo, podemos criar condições propícias para que alguém tenha acesso à escola.
Mais do que isso. Podemos nos interessar pelos filhos dos que nos servem, buscando saber se não lhes faltam cadernos e livros, para a continuidade dos estudos básicos.
Enfim, o importante é continuarmos a fazer a nossa parte, contribuindo com a claridade que possamos projetar, por mínima que seja.
Imitemos o farol em pleno mar. Aprendamos a fazer luz.
*   *   *
A maior glória da alma que deseja ser feliz é transformar-se em luz na estrada de alguém.
O raio de luz penetra a furna, levando claridade. Estende-se sobre o vale sombrio e desata o verdor da paisagem.
Atinge a gota d’água e a transforma em um diamante finíssimo.
Viaja pelo ar e aquece as vidas.
Como a luz, podemos desfazer sombras nos corações e drenar pântanos nas almas. Podemos refazer esperanças e projetar alegrias.
Enfim, como raios de luz espalhemos brilho e calor, beleza, harmonia e segurança.
Redação do Momento Espírita, com base nos caps. 19 e 20, do livro Rosângela, pelo Espírito homônimo, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter e no cap. CLVI, do livro Vida feliz, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 18.01.2012.

Jesus e insegurança

Segurança, na Terra, é conquista muito difícil e remota.
Face à condição de ser planeta de provas e expiações, o processo evolutivo sempre se apresenta exigindo árduos esforços nas lutas em que todos se devem empenhar.

Igualmente, o corpo físico frágil, sujeito a muitos fatores que o agridem, proporciona estados transitórios de harmonia, alterados por desgastes, desajustes e renovação constante de peças.

Do ponto de vista emocional, as heranças que jazem no Espírito, responsáveis pelo seu crescimento, surgem e ressurgem em forma de angústias e alegrias, que se sucedem, umas às outras, até o momento da libertação.

Além disso, o estágio moral em que transitam os indivíduos não lhes tem permitido liberar-se dos seus instintos agressivos, que os levam às neuroses, às paranóias, às enfermidades mentais, à violência.

Multiplicam-se, em consequência, os crimes com celeridade incontrolável, ao tempo em que os mecanismos de repressão igualmente se tornam desumanos, fazendo do mundo uma imensa arena na qual se digladiam as forças antagônicas em belicosidade incessante e volumosa.

O mercado do sexo, das drogas, dos vícios em geral, vem enlouquecendo as populações, e a insegurança do homem se torna um fenômeno quase normal.

Todos tentam conviver com ela, acostumar-se, quase aguardando a vez de cada um ser agredido.

Instala-se, no íntimo, a desconfiança e, em consequência, outros tantos transtornos, dominando, a pouco e pouco, as paisagens psicológicas do homem.

Compreendendo o primitivismo em que se debatia a Humanidade do Seu tempo, Jesus percebeu quão difícil seria a implantação da paz nos corações e quantas lágrimas seriam vertidas, a fim de que tal acontecesse.

Por essa razão, previu as catástrofes e desarmonias que as criaturas desencadeariam, bem como as incontáveis aflições que se imporiam, aprendendo lentamente o respeito pela vida, conforme relata o Seu discípulo no Sermão profético, no Apocalipse.

Ofereceu, porém, uma perspectiva de paz, ao afirmar que aquele que perseverar até o fim, será salvo.

A salvação, aqui, deve ser tomada como um estado de consciência tranquila, de autodescobrimento, em que o mundo interior se impõe, governando os impulsos desordenados, harmonizando o indivíduo.

Salvo está aquele que sabe quem é, o que veio fazer no mundo, como realizá-lo e, confiante se entrega à realização do compromisso estabelecido.

A responsabilidade faculta-lhe segurança relativa para o desempenho da atividade a que se vincula.

Cada pessoa tem um compromisso específico na vida e com a vida.
Jesus nos demonstrou isso. E o seu, foi de construção do Reino de Deus na Terra.

Não Se deteve e nunca postergou essa realização.

Da mesma forma, a segurança pessoal e coletiva resulta do grau de comprometimento do indivíduo, bem como do grupo social.

Jesus atestou a segurança que O caracterizava em todos os momentos, por estar comprometido, sem restrições.

Propunha: Credes em Deus? Crede também em Mim. Ide e pregai. Tomai sobre vós o Meu fardo e aprendei Comigo, que sou manso e humilde de coração…

Inúmeras vezes o Seu comprometimento com a verdade desvelava-Lhe a segurança que O sustentava na ação.

Sem demonstrar agressividade ou teimosia, a Sua certeza era tranquila, a Sua determinação imbatível.

A segurança do Mestre acalmava aqueles que nEle se apoiavam, que confiavam nEle.

Sempre tranquilo, irradiava essa segurança, que contagiava os que O seguiam, até mesmo diante do martírio que enfrentavam com desassombro.

Jesus ensina como o homem deve lograr a sua evolução psíquica, que deve ser desenvolvida simultaneamente com a orgânica, o que demanda tempo.

E por isso, não apresenta receita salvacionista ou simplista, de ocasião. Antes, propõe o amadurecimento pelo esforço constante, mediante avanços e recuos para fixar o aprendizado e prosseguir até a meta final.

Saber aguardar, esforçando-se, é uma lei que te faculta a vitória.
Desejando segurança na vida, busca Jesus e a Ele confia os teus planos.

Faze a parte que te diz respeito e não desfaleças na conquista dos objetivos que parecem distantes.

Retempera o ânimo e persevera.

A segurança te virá como efeito da paz que te iluminará o coração, servindo de estímulo para todas as tuas futuras conquistas.

Pense nisso!

Redação do Momento Espírita, com base no cap. Jesus e insegurança,
 do livro Jesus e atualidade, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia
 de Divaldo  Pereira Franco, ed. Pensamento.
Em 12.02.2010.

ANDREW JACKSON DAVIS. O GRANDE PRECURSOR DO ESPIRITISMO. O PROFETA DA NOVA REVELAÇÃO — Bruno Tavares Expositor Espírita

. . Andrew Jackson Davis 1826 – 1910 . Nasceu no dia 11 de agosto de 1826, nas margens do rio Hudson, nos Estados Unidos da América do Norte e desencarnou em 1910, com a idade de 84 anos. Davis foi o precursor americano do Espiritismo. Apesar de semi-analfabeto e além do mais “fraco de […]

via ANDREW JACKSON DAVIS. O GRANDE PRECURSOR DO ESPIRITISMO. O PROFETA DA NOVA REVELAÇÃO — Bruno Tavares Expositor Espírita

Para onde vamos durante o sono

Era manhã de sol nas proximidades do mar.

A esposa despertara ansiosa por narrar ao marido a experiência que tivera na noite anterior.

Estavam fisicamente separados por cerca de 5 dias, em cidades diferentes, e a saudade já batia forte.

Há mais de trinta anos dividiam a mesma cama, a mesma vida, e qualquer rápida separação já era sentida por ambos.

Tomando do telefone, então, ela lhe conta, que na noite anterior tivera uma sensação muito especial.

Deitada na cama, nos primeiros instantes do sono, sentira o perfume dele, como se ele tivesse acabado de sair do banho, e se colocado ao seu lado, como sempre o fazia em casa.

Além do aroma agradável, percebeu uma presença muito forte, como se ele realmente estivesse ali.

Virou-se rapidamente, mas não havia ninguém.

O marido, do outro lado da linha, ouvia tudo também emocionado.

Quando ela terminou a narração, foi a vez dele dizer:

Pois também vivi uma experiência singular nesta noite.

Na madrugada, acordei com a certeza de que você estava dormindo ao meu lado. Tinha certeza que você estava ali. Mas quando olhei para o seu lugar na cama, nada vi.

Terminam os dois a conversa, surpresos, dizendo:

É… acho que nos encontramos esta noite!

Muitos de nós temos histórias muito peculiares sobre o período do sono.

Aqueles que conseguem lembrar mais claramente dos sonhos trazem experiências muito ricas, por vezes, e que merecem nossa análise.

Para onde vamos durante o sono? Todas essas lembranças serão apenas produto do cérebro?

O Espiritismo vem nos elucidar, afirmando que durante o período do sono, a alma se emancipa, isto é, se afasta do corpo temporariamente.

Desta forma, o que conhecemos como sonhos são as lembranças do que o Espírito viu e vivenciou durante esse tempo.

Quando os olhos se fecham, com a visitação do sono, o nosso Espírito parte em disparada, por influxo magnético, para os locais de sua preferência.

Através da atração produzida pela afinidade, procuramos muitas vezes aqueles que nos são caros, amigos, parceiros e amores.

Por isso é que aqueles que muito se amam na Terra, podem se encontrar no espaço, e continuarem juntos.

É assim que encontramos Espíritos amados, que já não se encontram conosco fisicamente, e partilhamos com eles momentos inesquecíveis.

Por vezes lembramos, por outras tantas não, mas sempre conservamos no íntimo bons sentimentos, ou a sensação de ter vivido experiência agradável.

O Espírito sopra onde quer, e mesmo durante nosso aparente repouso, perceberemos que ele está em atividade, sempre.

*   *   *

Podemos nos preparar melhor para conseguirmos ter bons sonhos.

Obviamente que os acontecimentos do dia, e nosso estado emocional irão influenciar nossas experiências oníricas, mas podemos tomar alguns cuidados a mais para aproveitar melhor este período:

uma leitura salutar,

a oração sincera,

uma música suave que nos acalme,

alguns momentos de meditação.

Todos estes ingredientes colaboram para que as últimas impressões do dia sejam positivas, e sejam levadas conosco, favorecendo a emancipação da alma.

Assim, tenha bons sonhos…

 

Redação do Momento Espírita com base no cap. 17,
do livro Estudando a mediunidade,
de Martins Peralva, ed. Feb.
Em 17.3.2008.